In Memorium
Este memorial foi criado em memória de Joaquim Oliveira, 84 anos de idade, nascido em 12 de junho de 1937 e que nos deixou em 22 de agosto de 2021. Que as histórias e experiências possam ser lembradas e partilhadas e com isso manter o Quim vivo nos nossos corações.
Este tributo foi publicado por leonor silveira em 12 de junho de 2022
Parabéns pai ❤️ estamos aqui para te comemorar a tua grandiosa vida, a tua mensagem humanista
Este tributo foi publicado por leonor silveira em 3 de junho de 2022
"Aqueles que passam por nós,
não vão sós,
não nos deixam sós.
Deixam um pouco de si,
levam um pouco de nós"
Antoine de Saint-Exupéry
Este tributo foi publicado por Américo Ramos dos Santos em 3 de junho de 2022


QUIM MEU IRMÃO MAIS VELHO

O MUITO OBRIGADO DA NOSSA FAMÍLIA PELO CARINHO E AMOR COM QUE NOS TRATASTE A TODOS
RECORDO, EM PARTICULAR, A MINHA IRMÃ E A MINHA MÃE
MUITO OBRIGADO
TAMBÉM TODOS OS FAMILIARES E AMIGOS DO SEIXAL, DOS PUPILOS , DO BANCO, DO TRABALHO SINDICAL, POLÍTICO E  AUTÁRQUICO, COM QUEM CONVIVESTE NESTAS MUITAS DÉCADAS TE AGRADECEM A AMIZADE, DISPONIBILIDADE E CAMARADAGEM QUE DE TI SEMPRE RECEBERAM.
NÃO ESQUECEMOS OS BANHOS NA PRAIA DO ALFEITE E NO RIO,OS JOGOS DO ACADÉMICO DO SEIXAL NO CAMPO DO BRAVO, OS BAILES NO “CLUBEL”, OS TORNEIOS DE “ KING” E PRINCIPALMENTE AS NOITES DE VERÃO EM QUE O NOSSO GRUPO,DA ORDEM DAS 3 DEZENAS ( EM QUE EU ERA O “PUTO”), POR TI LIDERADO, ATRAVESSÁVAMOS O SEIXAL COM CÂNTICOS COMO “ O F. R. A E O TIO ZÉ DAS BARBAS BRANCAS”,QUE HOJE OS MEUS NETOS TAMBÉM CANTAM.

GRANDE AMIGO E IRMÃO
QUE ESTEJAS NA PAZ DO SENHOR
NÓS TODOS GUARDAMOS DE TI AS MELHORES MEMÓRIAS QUE NUNCA IREMOS ESQUECER
ATÉ A ETERNIDADE

AMÉRICO RAMOS DOS SANTOS





Este tributo foi publicado por Hugo Tavares em 2 de junho de 2022
O Quim partiu mas ficará!
Ficará na sua filha, nas suas netas, no seu genro;
Ficará nos seus camaradas e nos seus amigos;
Ficará no seu partido e no nosso clube;
Ficará na sua música e na sua leitura;
Ficará nas suas histórias e nos seus ensinamentos;
O Quim partiu, mas como os grandes não partem, o Quim ficará, para sempre!
Este tributo foi publicado por leonor silveira em 1 de junho de 2022
Nunca existirão palavras para te definir, para definir o quanto fizeste por mim e quanto me ajudaste a crescer e a sobreviver para além de ti!

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Este tributo foi publicado por leonor silveira em 12 de junho de 2022
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não vão sós,
não nos deixam sós.
Deixam um pouco de si,
levam um pouco de nós"
Antoine de Saint-Exupéry
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QUIM MEU IRMÃO MAIS VELHO

O MUITO OBRIGADO DA NOSSA FAMÍLIA PELO CARINHO E AMOR COM QUE NOS TRATASTE A TODOS
RECORDO, EM PARTICULAR, A MINHA IRMÃ E A MINHA MÃE
MUITO OBRIGADO
TAMBÉM TODOS OS FAMILIARES E AMIGOS DO SEIXAL, DOS PUPILOS , DO BANCO, DO TRABALHO SINDICAL, POLÍTICO E  AUTÁRQUICO, COM QUEM CONVIVESTE NESTAS MUITAS DÉCADAS TE AGRADECEM A AMIZADE, DISPONIBILIDADE E CAMARADAGEM QUE DE TI SEMPRE RECEBERAM.
NÃO ESQUECEMOS OS BANHOS NA PRAIA DO ALFEITE E NO RIO,OS JOGOS DO ACADÉMICO DO SEIXAL NO CAMPO DO BRAVO, OS BAILES NO “CLUBEL”, OS TORNEIOS DE “ KING” E PRINCIPALMENTE AS NOITES DE VERÃO EM QUE O NOSSO GRUPO,DA ORDEM DAS 3 DEZENAS ( EM QUE EU ERA O “PUTO”), POR TI LIDERADO, ATRAVESSÁVAMOS O SEIXAL COM CÂNTICOS COMO “ O F. R. A E O TIO ZÉ DAS BARBAS BRANCAS”,QUE HOJE OS MEUS NETOS TAMBÉM CANTAM.

GRANDE AMIGO E IRMÃO
QUE ESTEJAS NA PAZ DO SENHOR
NÓS TODOS GUARDAMOS DE TI AS MELHORES MEMÓRIAS QUE NUNCA IREMOS ESQUECER
ATÉ A ETERNIDADE

AMÉRICO RAMOS DOS SANTOS





Percurso

Avô

Foi Avô aos 70 anos, era de 1937 e a primeira neta nasceu em 2007. Esperou ansiosamente por esse momento, relatava que quando esteve em coma sonhara com a filha grávida, e que já imaginava a sua neta J.

Esperou todo o dia na maternidade, no dia 28 de outubro mas a neta muito teimosa não quis nascer no dia de aniversário do tio, filho mais velho de Joaquim. Nasceu no dia 29 e o avô lá estava à sua espera com a avó. Ficou logo apaixonado e rendido a isso que é ser avô. A J cresceu na casa dos avós até quase aos três anos. Ensinou-lhe os nomes das árvores, os nomes das flores, as marcas dos carros, levou-a ao parque e a ver o rio, comprou-lhe muitos chocolates e deu-lhe muitos beijinhos e abraços. A J adorava o avô e era muito meiga, ele derretia-se. Nos últimos dias da sua vida a J ajudou a cuidar do avô, limpava-lhe as feridas resultantes de quedas. Ouvia-o e era muito carinhosa e paciente. Uma das últimas palavras do avô Quim foi o nome desta neta. 

No dia no  28 de junho de 2008 nasce a M, filha do seu filho mais velho. Uma bebé muito linda, com cabelos loiros e olhos clarinhos, ficou muito feliz e quando podia rumava a Lisboa para ver a sua netinha. Falava com a neta ao telefone e sempre que era possível passavam momentos juntos.

Em 2010, nasce a C, 9 meses depois da M, a neta mais parecida com o avô, olhos rasgados, feitio enérgico e muito comilona. Adorava dormir longas sestas no colo do avô. O avô adorava a sua energia, o seu gosto pela ginástica, a sua rebeldia e as suas respostas na ponta da língua, penso que lhe reconhecia traços seus. A C também passava muito tempo na casa dos avós e era o avô quem a ia buscar ao colégio, pelo caminho colhiam muitas flores e trocavam muitas ideias. 

Em 2016, nasce a R, a sua netinha mais pequena. Uma neta que expressava uma enorme afetividade e carinho com o avô. Em 2019 fomos viver com o avô e eram sem dúvida grandes companheiros, brincavam, viam televisão juntos, conversavam muito. A R sentiu muito a partida do avô e às vezes fala com a estrelinha e pede para à mãe lhe mostrar a brilhar lá no céu.

Marido

Apaixonou-se por uma menina de 15 anos, Aldina, uma menina católica, filha de comerciantes honestos, residentes no Seixal, a mãe Delfina, nascida e criada em Viseu até aos 25 anos e Henrique, filho de ribatejanos. Joaquim tinha mais cinco anos que Aldina. Por ser uma menina ingénua e mais jovem, Henrique pede a Américo, filho mais novo e irmão de Aldina que vigie a sua irmã, com o intuito de a proteger desse rapagão dos Pupilos do exército. No entanto Joaquim acaba por conquistar a confiança da família de Aldina e casam-se cinco anos depois. Um amor muito bonito. Casados durante 58 anos, Joaquim e Aldina sempre foram muito unidos, foram pais de dois filhos, um rapaz e uma rapariga com 14 anos de diferença. Aldina sofreu bastante com uma doença degenerativa e Joaquim sempre foi o seu porto seguro e de apoio. Aldina ainda vive, sempre com lembranças do seu grande amor Joaquim, que continua a ver nos seus sonhos!

Pai

Falarei da minha experiência enquanto filha. A minha avó contava que quando eu nasci, o meu pai fora anunciar o meu nascimento a todos os vizinhos e amigos, batendo às suas portas, contando que lhe nascera uma menina. Ao que parece era muito do seu desejo ter uma filha rapariga, já tinha um menino de quase 14 anos. A minha mãe era resistente a ter outra criança mas ele lá conseguiu. Talvez por isso a nossa ligação fosse tão forte.

Da minha infância recordo, os longos passeios que fazíamos pelas quintas, onde me ensinavas os nomes dos pássaros e das árvores e onde me falavas do ciclo da vida. Recordo-me igualmente de te acompanhar às sessões solenes das coletividades, aos concertos das bandas, às festividades do nosso concelho, às manifestações, à praça, onde me ensinavas os nomes dos legumes e dos peixes, às jornadas da festa do Avante e depois à Festa, onde comíamos grandes pesticadas, ouvíamos música, comprávamos livros, íamos à bienal e convivíamos com os nossos amados camaradas, na Ajuda dormíamos na casa do Ribeiro e eram dias gloriosos e inesquecíveis. Nas férias íamos a Reriz, a Viseu e S. Pedro do Sul, tomávamos banhos despidos no rio, sem tabus e caminhávamos por caminhos verdejantes, a avó e a mãe faziam almoços épicos e tu dormias a sesta sempre depois.

A nossa casa em Cabanas, tinha um pomar e adoravas colher a fruta das árvores e comer ao ar livre. Adorava passar lá os dias, e passear contigo na serra, ir à adega bsucar o vinho e mergulahr no portinho da arrábida, viajando a pé ou no FIAT 127 vermelho, onde me colocavas ao colo para que eu pudesse conduzir contigo.

Depois compraste a casa na Costa e todos os dias de muitos verões íamos de manhã bem cedo à praia, na adolescência comecei a chatear-te e só queria ir depois de almoço, com os amigos da morada da casa de férias. A partir dai sei que te aborreci com as minhas manias parvas de miúda reguila, tiveste uma enorme paciência, ai paizinho se voltasse atrás juro que me portava melhor! :)

Depois cresci, ensinaste-me a conduzir, a ultrapassar camiões, sem ainda ter a carta. Empurraste-me para a vida, para a autonomia, para o crescimento, sem isso era uma atada e não comandava a minha vida como HOJE! Obrigada meu pai, meu amor!

Amavas os meus amigos, davas cama, comida, convívio, histórias, eras amigo deles! Depois fui para a faculdade, casei com o Nuno, depois de muitos desgostos amorosos, dizias sempre que ia conhecer um gajo como deve ser, para ter calma, que o mundo não acabava amanhã. Tinhas razão pai, tinhas razão mais uma vez, como sempre! Levaste-me ao altar ateu em frente ao rio coberto de flores, que orgulho meu pai, que orgulho! 

Em 2005 foste atropelado, tiveste em coma, disseram que ias morrer. Morri por dentro, quase morri por fora, senti que não podia ser, que ia ficar órfã de pai, do meu melhor amigo... não morreste! O Huguinho dizia que eras o Obélix, que não ias morrer... não morreste! Viveste para conhecer as tuas netas, para viveres comigo lindas histórias de amor! 

Achei que eras eterno, achei que não morrias, mas morreste e eu pensei que ia morrer! Não morri porque renasceste em mim e me disseste para continuar, " É O CICLO DA VIDA! OS PAIS MORREM PRIMEIRO QUE OS FILHOS, É ASSIM QUE TEM QUE SER"
Histórias recentes

Queda do mini ao rio

Partilhado por leonor silveira em 2 de junho de 2022
Contava que num dia glorioso de S. Pedro após farta almoçarada e uns copitos, foi parar ao rio no seu mini, felizmente foi só um pequeno susto. Contava sempre este episódio de forma efusiva e animada.

Jogo da bola

Partilhado por leonor silveira em 2 de junho de 2022
Contava que na infância era um menino de algumas posses, mas muitos dos seus amigos eram muito pobres e não tinham sapatos. Quando jogava à bola tirava os sapatos e jogava descalço futebol com os amigos.