ForeverMissed
Memorial em homenagem à vida de um homem que prezou a família e teve uma vida provavelmente difícil no início mas depois feliz e tranquila. Este Memorial pretende ter histórias, relatos e opiniões que perdurem para todos os seus descendentes, mesmo os que ainda não nasceram. Se conheceu o Diamantino esteja à vontade para partilhar as vossas histórias.
Este tributo foi publicado por Paulo Marques em 25 de abril de 2020
Teve uma vida longa, uma infância sem luxos e provavelmente difícil, conseguiu distinguir-se na pequena aldeia, com o ofício de barbeiro, com a taberna e até com o fabrico de pólvora. Privilegiou a família e nunca foi de excessos. Foi um Pai presente, castigou quando era merecido, obrigou quando era preciso e foi permitindo já que me competia arriscar e tentar voar. Creio que em vida terá fica ciente deste minha gratidão, mas agora pode ser que também ouça, Obrigado Pai!

Deixar um Tributo

 
Últimos Tributos
Este tributo foi publicado por Paulo Marques em 25 de abril de 2020
Teve uma vida longa, uma infância sem luxos e provavelmente difícil, conseguiu distinguir-se na pequena aldeia, com o ofício de barbeiro, com a taberna e até com o fabrico de pólvora. Privilegiou a família e nunca foi de excessos. Foi um Pai presente, castigou quando era merecido, obrigou quando era preciso e foi permitindo já que me competia arriscar e tentar voar. Creio que em vida terá fica ciente deste minha gratidão, mas agora pode ser que também ouça, Obrigado Pai!
Percurso

Velhice

Dado ter o oportunidade de viver muito tempo teve que se defrontar com a velhice, ao princípio tranquila sem grandes sobressaltos mas no final mais dependente, tendo obtido uma fantástica ajuda do Lar das Areias e de todos os seus colaboradores.

Na terra natal

A sua meia idade, ou seja a minha infância, foi passada a ir à Lagoa nos fins de semana e férias. Construiu uma casa para a sua família e em irmandade com os demais patrícios criaram a Associação. recordo-me de muitos dos que trabalharam ali com o único objetivo de ajudarem a criar um bem comum. Hoje posso dizer que foi uma lição de vida!
Teve a honra de ser o sócio nº 1 e colaborou sempre que pôde. De notar que quando havia baile, se não estivéssemos a ajudar também não conseguíamos dormir, portanto era mas fácil ajudar.

Construtor civil

Da compra e venda dos terrenos passa a construtor civil. De notar que a sua origem, perto de Tomar, provavelmente o coloca no meio de tantos outros industriais da construção. Assim, foi evoluindo tal como sabe, todos os que o conheceram, sempre sem dar "passos maiores que as pernas".
Construiu na Brandoa, na Póvoa de Santa Iria, Odivelas, Setúbal, Póvoa de Santo Adrião e Paiã.
Vendia ele próprio as habitações que criava e formava laços com alguns dos compradores.
Brinquei muitos fins de semana nos montes de areia à entrada das obras.
Teve 2 inquilinos (ou inquilinos de compradores) muito importantes para mim. O Amaral, onde ia ocasionalmente e sempre recebia umas bolachas baunilha, dele ou da minha prima e a Dona Engrácia e o filho, que possuíam um oculista e me safou de muitas sovas por lentes partidas.
Histórias recentes

Debaixo dos carvalhos

Partilhado por Paulo Marques em 11 de setembro de 2020
No local do costume junto a um dos muitos carvalhos do quintal.

Sócio do ACP

Partilhado por Paulo Marques em 17 de maio de 2020
O Diamantino não era de se associar a muitos clubes, porém desde sempre que me lembro de ele ser sócio do Automóvel Club de Portugal.
O que me deixava muito feliz, era a altura em que chegava uma nova revista do ACP. Lá devorava eu todas as novidades sobre os automóveis e sobre os rallyes. A popularidade dos rallyes na altura era completamente diferente da atual.

Com a irmã Isaura

Partilhado por Paulo Marques em 15 de maio de 2020
Em amena cavaqueira ao lado da irmã, a quem presto também a minha homenagem.
Para além da ajuda que sempre nos dava sobretudo nas tarefas das nozes ou da azeitona era um privilégio poder comer os fantásticos queijos que ela fazia. Que saudades!
Agora me lembro que há mais de 40 anos, por vezes também lhe levava as cabras dela para pastar, já que todos os outros meus amigos também levavam as suas. Íamos para a "videira" ou algum outro local por esses lados e aí e jogávamos à bola, até que alguém se lembrava das cabras e lá as tínhamos que as ir procurar, às vezes já a comer as hortas dos vizinhos. Se fossemos apanhados valia-nos um belo raspanete.