ForeverMissed
Histórias de Diamantino

Sócio do ACP

Partilhado por Paulo Marques em 17 de maio de 2020
O Diamantino não era de se associar a muitos clubes, porém desde sempre que me lembro de ele ser sócio do Automóvel Club de Portugal.
O que me deixava muito feliz, era a altura em que chegava uma nova revista do ACP. Lá devorava eu todas as novidades sobre os automóveis e sobre os rallyes. A popularidade dos rallyes na altura era completamente diferente da atual.

Com a irmã Isaura

Partilhado por Paulo Marques em 15 de maio de 2020
Em amena cavaqueira ao lado da irmã, a quem presto também a minha homenagem.
Para além da ajuda que sempre nos dava sobretudo nas tarefas das nozes ou da azeitona era um privilégio poder comer os fantásticos queijos que ela fazia. Que saudades!
Agora me lembro que há mais de 40 anos, por vezes também lhe levava as cabras dela para pastar, já que todos os outros meus amigos também levavam as suas. Íamos para a "videira" ou algum outro local por esses lados e aí e jogávamos à bola, até que alguém se lembrava das cabras e lá as tínhamos que as ir procurar, às vezes já a comer as hortas dos vizinhos. Se fossemos apanhados valia-nos um belo raspanete.

Evidência da existência da PIDE

Partilhado por Paulo Marques em 12 de maio de 2020
Os mais novos quando ouvem falar da PIDE podem pensar que era uma organização meio secreta dentro do estado novo, mas afinal não era secreta. Era o acrónimo de Polícia Internacional e de Defesa do Estado e era quem controlava as entradas e saídas do país. Curiosamente não me chegou aos ouvidos qualquer história que o levasse o Diamantino a cruzar a fronteira, pelo que presumo que tivesse só ido comprar caramelos ;)

Relíquia de 1957

Partilhado por Paulo Marques em 9 de maio de 2020
Carta de velocípedes desde, presumo que, 1957

O poder da transformação

Partilhado por Paulo Marques em 3 de maio de 2020
Segundo me contou, enquanto tinha a taberna, houve uma altura em comprou vinho nuns armazéns de vinho em Tomar.
Num determinado lote de vinho daquele armazenista, o vinho tinha algumas características particulares e reparou que juntando água o vinho ficava mais do agrado dos clientes e quanto mais água  juntava mais contentes ficavam os clientes.
Eu estou convencido que este milagre não é exclusivo de alguns e que ocorre em muitas tabernas espalhadas por este mundo fora mesmo não devotos.



Caligrafia

Partilhado por Paulo Marques em 3 de maio de 2020
Já só fez a quarta classe em adulto para poder tirar a carta. mas era mesmo assim, numa pequena aldeia do interior há quase 100 anos, já não era nada mau.
Ainda assim, desde novo que aprimorou a caligrafia. Contou-me que um empresário de pirotecnia, veio do norte de propósito entregar-lhe os foguetes encomendados , que ele vendia na taberna/loja, com o objetivo de conhecer quem escrevia tão bem, já que as suas encomendas eram lidas e apreciadas pela excelente caligrafia. Isto eu não herdei, ao invés sempre achei que tinha jeito para médico.

Amizades

Partilhado por Paulo Marques em 2 de maio de 2020
Uma grande e duradoura amizade entre os meus pais e esta família. A quem presto aqui a minha homenagem já que ambos os "pais" falecerem. Sempre me trataram muito e com filhos da minha idade era uma alegria. Saber que nos íamos encontrar era sempre uma enorme excitação. Excelentes recordações de convívios e brincadeiras.

50 anos

Partilhado por Paulo Marques em 25 de abril de 2020
Já tinha sido o 25 de Abril no ano anterior e ao fazer 50 anos, provavelmente motivado pelos colegas de profissão decide também comprar um Mercedes. Mas, tinha que ser adaptado e ter caixa automática pelo que só havia a gasolina. Recordo-me dele me dizer, quando mudou o motor para gasóleo, que antes disso já era conhecido de todo o pessoal das bombas deste Tomar a Lisboa.
Meses depois dá-se um grande roubo de armas e uma das recordações que tenho é a de, ao regressar a casa depois de um passeio, uma fila infindável na auto-estrada que na altura só ia de Vila Franca de Xira a Lisboa e a revista meticulosa a todas as viaturas à procura das armas roubadas. Outros tempos, em que o roubo de armas se sabia no próprio dia.

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